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 Templates - HOGS

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Malévola
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MensagemAssunto: Templates - HOGS   Seg Set 05, 2016 1:41 am

Templates das aulas do Hogs

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Maleus Malleficarum
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Sunny M. Blanchett
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Afilhado de Merida

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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Seg Set 05, 2016 1:44 am

Titulo Qualquer

LOCAL: Sala de adivinhação

MATÉRIA: Adivinhação

PROFESSOR: - Zoraya Loopziak

APTIDÃO: Etoile






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Thor Stankovich
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Afilhado do Caçador

Afilhado do Caçador
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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Seg Set 05, 2016 1:46 am

TITULO QUALQUER

LOCAL: Sala de adivinhação

MATÉRIA: Adivinhação

PROFESSOR: - Zoraya Loopziak

GRUPO: Drang





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Sally M. Vlakyk
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Afilhado da Branca de Neve

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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Seg Set 05, 2016 1:49 am

PEPSI TWIST

LOCAL: Sala de DCAT

MATÉRIA: Defesa Contra as Artes das Trevas

PROFESSOR: Allegra W. Zharkov

CASA: Sonserina





Início do Flashback
Uma pequena garotinha chorava e tremia sendo amparada no colo da mãe. Os cabelos platinados de ambas reluziam à luz da lua cheia, numa gelada noite de inverno. O pai e marido estava ausente na caçada, com a filha mais nova. Os Loopziaks mais velhos também caçavam, porém, noutra direção. Estavam na cabana, a avó, as gêmeas, o irmão e ela... A pequena Blanc - o apelido familiar viera pelo fato que gostava de ficar desenhando em sua própria pele, dizia que era tatuagem, estas surgiram definitivas, alguns anos depois - que tinha pouco mais de 7 ou 8 anos.

_Frosta, você tem que acreditar em mim! Far está em perigo...
_Acalme-se pequena... Foi só um sonho ruim... Viu? Já acabou.... Shhh... _ envolveu-a num abraço apertado, tentando acalmá-la. Enquanto, Alina chorava compulsivamente. Ela não entendia, sempre tinha aquela sensação de déjà vu, mas não sabia o que era. A família acreditava que ela era pequena demais e muitas vezes não conseguia distinguir fantasia de realidade. Exceto Oma. Oma tinha um palpite, mas por ela brincar demais em seu próprio mundo, ainda não tinha certeza do que era.

Ainda naquela época, não existiam Lobassos, apenas a profunda ligação dos Loopziaks com animais lupinos. Frosta observou Blanc adormecer em seus braços e recostou-se no sofá, fechando as pálpebras levemente. Havia sido um longo dia e, agora, uma longa noite. Ela estava exausta, mas não podia abandonar sua filha, não no desespero em que ela estava. Ao nascer do sol, Far entrou em casa com Jasmminy e os espólios da caçada da noite. No entanto, ele avisou que queria voltar pra buscar mais, pra não ser pego pela nevasca que se abateria na região nos próximos dias.

E assim o fez, com Jasmminy em seu encalço. A Lua continuava cheia e brilhante naquela noite. Blanc estava no quarto, imersa num sono agitado. Debatia-se em sua cama, tentava falar e não conseguia, mas isso ainda não foi o suficiente para acordar a casa, era normal ter ruídos numa família tão grande. Do lado de fora da cabana, era possível ouvir uivos agudos, pertencentes tanto a lobos quanto à lobisomens. Mas o que despertou Alina de seu pesadelo, fora o som de latido seguido do uivo e bem próximo da janela do quarto.

Ela acordou, com os olhos azuis esverdeados arregalados e correu para a cama da mãe que estava adormecida. Chacoalhou Pearl, em desespero para que ela acordasse.

_Frosta, Frosta! Algo horrível aconteceu... Far... Ele...
_Blanc, querida... Está tarde... Volte a dormir, sim?
_Não, Frosta! Você não está entendendo... Far está com problemas...
_Imagina, Blanc... Seu Far é um caçador experiente... Não vai acontecer nada à ele... Respire fundo e deite aqui comigo... Vamos voltar a dormir.

Alina jamais pregou os olhos naquela noite, ela sabia que seu Far estava em perigo. Não sabia dizer se Jasmminy estava bem, apenas deitou-se ali, enroscada em Frosta, esperando que estivesse errada.

Para espanto de Pearl, Odin não chegou na manhã seguinte, nem nos próximos dias. Tanto ele, quanto a filha mais nova estavam desaparecidos. Alina permanecia calada, com olheiras fundas, tinha medo que o sonho fosse real. Sonhara com a cena do ataque em todos os dias seguintes. Oma tentava lhe arrancar a verdade mas não conseguia, apenas meias palavras sem sentido. Qual não foi o espanto quando a mais nova Loopziak adentrou o local, com um curativo e sozinha, apenas com seu lobo. Levou um tempo até que fosse possível compreender o que acontecia. Talvez Oma e Loggy soubessem, diziam elas que falavam com mortos, mas Blanc acreditava que ou eram loucas, ou ouviam vozes apenas. Reass não era muito diferente, disse que ouviu uma coisa dos animais da floresta.

Fim do Flashback


(...)

Era nítida a lua cheia no céu. Ela sabia o que isso significava. Noite de ataque, de lobisomens, de lobos atiçados. O vento rugia lá fora, enquanto ela via a nevasca castigava a cabana localizada em Bannalpsee. Os olhos claros, de tons esverdeados olhava como se não estivesse presente. Saiu porta a fora, em meio à tempestade de neve. Ninguém tentou lhe impedir. Caminhou sem ser afetada pelo frio, ia em direção à floresta que havia ali. Não demorou muito para que ela visse um lobo maior que o normal, ela sabia que aquele era um híbrido, um lobisomem. Faminto e raivoso ele partiu para o que parecia ser um adulto acompanhado de uma criança. A menina possuía cabelos platinados, como os seus, mas era pequena. Ela agora cobria o rosto com os braços, esperando o ataque e protegendo-se do gelo que fustigava contra seu rosto de pele delicada. Ela fora atingida de raspão pelas garras do lobisomem, alguém empurrou-a para longe, comprando a briga dela. Era o tal adulto. O embate que aconteceu deu sumiço àquele homem, a pequena menina engatinhou para longe daquele campo de batalha, acreditando que seu salvador viria logo em seguida, mas isso nunca aconteceu. Blanc seguia a menina, percebeu que a mesma andou por vários dias. Até que percebeu que ela adentrou uma cabana de um homem desconhecido, observou de longe o homem que a ajudou e toda a sua via sacra. Acompanhou-a também, quando ela saiu da cabana ao amanhecer, junto com seu lobo e acabou por retornar à sua casa. Alina estava logo atrás da pequena, e agora encarava uma menina de olhos verdes que não devia ter mais do que 8 anos, com desenhos nos braços feitos de canetinha. O coração disparou de forma alucinada, ela estava prestes a questionar quando tudo ficou azul. Só conseguia ver asas azuis, e agora, elas vinham em sua direção...

_DE NOVO?_ acordou assustada. Suando frio. Alina sonhava novamente com a morte do pai e a chegada de Blab em casa após o que aconteceu. Nada havia mudado, sonhara com o momento em que tivera o sonho e tentara alertar e depois, com o momento em que seu sonho havia se concretizado. Foi desta forma que descobrira que possuía um dom... O da Clarividência.

Hades percebera que ela não estava bem, mesmo sendo gigantesco, ele subiu com leveza na cama de dossel dela e deitou-se ao seu lado. Um simples gesto como este, era o suficiente para acalmá-la.

_Bom dia? Hades... Você sabe como me acalmar, não?_ ainda deitada, estendeu a mão para a cabeça dele, fazendo um carinho no meio dos pêlos. Espreguiçou-se sob o olhar atento de seu fiel companheiro, ainda estava escuro, mas resolveu se levantar mesmo assim. Havia perdido o sono com tantas coisas passando em sua mente.

(...)

O lobo gigante acompanhava Blanc onde quer que ela fosse, isso incluía tomar o café antes das aulas. Enquanto ficava ali, dividindo a comida com a sua companheira, uma coruja aterrissou com um pacote pardo, aparentemente pesado. Eram livros, enviados por Mess. Arqueou a sobrancelha...

_Por que ele não me entregou os livros? Teve que pedir pra uma coruja fazer o trabalho..._ revirou os olhos com a mania do tio e suspirou _Do que será que são os livros da Frais? Aliás, me lembre de mandar uma coruja pra ela... Preciso conversar com quem consegue me enteder..._ Hades rosnou, entendia o que sua "dona" falava e se sentiu ofendido _Além de você, é claro!

Eles deixaram o Salão Principal muito bem alimentados, caminhando em direção à Sala de Defesa Contra as Artes das Trevas. O lobo não desgrudava dela, nem ela dele. Entraram, estranhamente, o local ainda estava vazio. Alina arqueou sua sobrancelha, sem entender. Os alunos poderiam se atrasar, mas a docente? Era no mínimo...

_Estranho... Já não era para a professora estar aqui, Hades?_ perguntou para o animal ao seu lado. Soltou uma bufada em concordância.

Começaram a andar pela sala ao mesmo tempo em que alguns outros alunos adentraram e murmuravam entre si sobre a ausência da professora. O burburinho só fazia aumentar quando um dos alunos encontrou um bilhete numa das carteiras e pôs-se a ler, fazendo os outros se calarem para ouvir:

“Olá queridos, infelizmente não pude estar com vocês hoje, mas espero que se divirtam com esta aula. Se refere a uma aula prática com brilhantes e azuis criaturinhas de oito polegadas, que chamamos de Diabretes da Cornualha, eles adoram levantar pessoas e eu sugiro cuidado. O feitiço para detê-los é fácil, Peskipksi Pesternomi, mas eu sugiro que cuidem da mira para acertá-los. Desejando que fiquem bem, Allegra Zharkov”.

Alina piscou estupefata. A professora não viria e era para eles lidarem com aquelas pestes? Deveriam era chamar o Ministério para o Controle de Pragas. Um clique foi ouvido, sinalizando que a porta havia sido trancada. Um zumbido de asas se batendo chegou ao ouvido dos alunos. A platinada se colocou em posição de ataque, junto com seu animal. Sua varinha já estava em riste. Ela só ia precisar se lembrar do feitiço, mas isso AINDA não vem ao caso.

Uma torta voou pelos ares, atingindo o troncudo aluno da lufa-lufa que estava mais perdido que explosivim em tiroteio de feitiços. Apertaram o botão do caos com este ato. Risadinhas estridentes ecoaram. Os diabretes estavam se divertindo abertamente com o desespero dos alunos. Alguns já tentavam lançar o feitiço sem sucesso, tanto na mira quanto na execução dele.

Blanc mordeu o próprio lábio inferior em nervosismo. O lobo latia a seu lado, querendo espantar para longe sem ter que mutilar a criatura. *Mirando num trio de diabretes que dançavam, zombando dela, ela agitou a varinha e berrou*:

_Pepsi Twist!_ eles agora davam cambalhotas no ar se dobrando de tanto gargalhar da tentativa falha da menina.

_HEY! Isso é um refrigerante trouxa!_ alguém gritou do outro lado da sala.

_Refrigerante?_ ela correu, colocando-se embaixo de uma carteira, desviando de uma criatura no momento em que ela quase alcançou seus fios platinados.
_Como é o raio do feitiço, então?_ berrou, a frieza e a irritação dominando sua voz.

_Peskipksi Pesternegra!_ outro aluno berrou, tentando atingir uma das criaturinhas.

_Não, idiota!_ fora a vez de uma garota corrigir
_Peskipksi Pesternomi!_ o jato prateado atingiu um diabrete. Alina espiava o resultado do feitiço e gravava sua pronúncia.

_Sai de baixo, Loopziak!_ um grifinório berrou, estava pendurado no lustre e ele estava prestes a cair sobre a sonserina, preso por um único fio.

_Pepsi Pesternomi!_ tentou ela de novo, apontando pra um vulto azul. A pronúncia quase correta do feitiço, fez explodir a última corrente que prendia o lustre, trazendo-o abaixo com o seu "ocupante".

A gritaria era quase insuportável, o lobo companheiro da Loopziak tentava abocanhar os que se aproximavam da loira. Alina lutava para gravar o feitiço. Alguns colegas já haviam conseguido dominar as palavras mágicas. Outros ainda erravam, mas tinham uma boa mira, só não atingiam seu alvo.

_Pepsi Pesternomi! Não! Peskpi Pesternomi! Ainda não é assim... Pepski Pesternomi... Peskipi.... Pes... Peski... _ Blanc murmurava incessantemente, tinha a impressão de que se falhasse, Mess arrancaria seu coro albino, não que ela ligasse de fato, mas odiava críticas.

Estava tentando dominar o feitiço quando uma forte dor de cabeça a atingiu, as pupilas desapareceram, deixando apenas as íris a mostra, a voz tornou-se rouca.

"Muitos não acreditam... Mas aquela que é dita como lenda vai surgir.... Ir... Ir..."_ Blanc começou a tossir, engasgada. Não teve ideia do que houve nos últimos 5 minutos, exceto que sentia uma dor excruciante na têmpora esquerda e alguns alunos a olhavam com certo pavor. Arqueou a sobrancelha para eles, estreitando os olhos querendo saber o que houve.

_Loopziak... Quem vai voltar?_ era um ravino assustado, que estava mais pálido que o normal que lhe questionava. Ela já havia decifrado o que ocorrera e desviou o assunto.

_A professora se a gente não arrumar essa bagunça... Anda!_ levantou-se do chão, concentrou-se em sua varinha, localizou um diabrete de perfil pra ela, *agitou e lançou* _Peskipksi Pesternomi!_ um jorro prateado irrompeu da varinha e errou-o por pouco.

_Peskipksi Pesternomi!_ tentou de novo, acertando-o no susto, arrancando um ofego de surpresa de Alina. _Consegui?_ Hades latiu elogiando-a pelo feito, mas ainda estavam cercados pelos diabinhos azuis.

As criaturas ainda riam loucamente, os que eram atingidos eram colocados numa gaiola que haviam encontrado a um canto da sala.

_Peskipksi Pesternomi!_ Alina atingiu em cheio um diabrete que voava por ali sem rumo. Ela havia conseguido dominar o feitiço, mas a mira ainda era péssima. Acertava mais os colegas e o que havia na sala do que os malditos azuis. Vez ou outra, tropeçava na pronúncia das palavras, mas mais por nervosismo do que outra coisa.

Vários jatos de feitiços irrompiam pela sala, de todos os lados. Mesmo com problemas de mira ou de pronúncia, conseguiam lançar. Com muito esforço eles haviam conseguido colocar todos na jaula. Ou quase todos. Um zumbido se fez ouvir, junto com uma risada estridente. Escapava com maestria de todos os feitiços lançados. Alina apenas o seguia com os olhos, até que ele parou. A varinha em riste, *sacudiu e gritou*:

_Peskipksi Pesternomi!_ o tiro fora certeiro. O último dos moicanos não conseguira resistir, ou melhor, o último dos diabretes.

Blanc transpirava intensamente, sentou-se no chão com o peito arfante. Ainda não tinha certeza que havia concluído a tarefa proposta pela professora. Muitos de seus colegas imitaram seu gesto.
Era possível ouvir e até ver uma algazarra na gaiola. Os diabretes estavam impacientes e queriam sair de seu cativeiro. O lobo de Alina postou-se ao seu lado como um guardião, a garota que havia falado o feitiço de forma correra para a platinada perguntou.

_Acho que estamos dispensados, não? Utilizamos o feitiço e todos estão presos... Então...

_Preciso urgentemente comer algo... Credo... "Caçar" diabretes cansa e dá fome_ resmungou Blanc, fazendo Hades soltar um muxoxo de concordância. Respirou fundo, recolheu seu material saindo da sala com seu lobo, deixando quem quiser ficar para trás rumo ao almoço no Salão Principal que estava a ser servido.

[OFF: Desculpa ter me estendido tanto, professora. Acabei me empolgando.]

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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Ter Set 06, 2016 12:19 am

Almofadinhas

LOCAL: Sala de DCAT

MATÉRIA: DCAT

PROFESSOR: - Allegra de Wolfe Zharkov

APTIDÃO: -x-






Sunny estava ansiosa naquele primeiro dia de aula. Levantou cedo, colocando seu vestido azul claro, o chapéu de mesma cor a cobrir o cabelo que dançava entre o loiro e o azul, resultado de uma poção que sua mãe lhe preparara - a mãe era uma famosa cabeleireira bruxa em Paris, que fazia inúmeras poções para colorir os cabelos da filha - e o salto de cinco centímetros. Quem a visse pensaria até que era uma "lady". Doce ilusão! A menina era mais destrambelhada que elfo doméstico culpado. Não tinha a menor noção de como andar em cima daquele...

__Tijolo! É isso que estou usando, um par de tijolos! E ainda querem que eu ande sem cair...__ murmurou exasperada ante seu reflexo. Sentou à beirada da cama, arrancou os sapatos de salto e colocou uma sapatilha, claro que se fosse por ela, colocaria tênis, mas não iria ferir as regras de Etiqueta Bruxa logo no primeiro dia.

Suspirou, colocando os livros que usaria. Sua primeira aula era de Defesa Contra as Artes das Trevas,  criada apenas com a mãe bruxa, Susannah, como ela gostava de lhe chamar, já tinha uma noção desse tipo de magia. Acabara aprendendo uma ou duas azarações com a mais velha, para o caso de "emergência". Parou relembrando o tempo que passara com ela em casa e sorriu, iria vê-la com menor freqüência, mas não deixaria de ter notícias. Uma coruja bicava e piava do lado de fora do dormitório feminino, a coloração rosa da penugem, indicava que fora a senhora Blanchett que havia mandado. Abriu a janela, permitindo a entrada do animal e retirou o envelope que estava atado à sua pata:

"Salut, Susannah..."

__Mamãe... Já era tempo de me chamar de Sunny...__ revirou os olhos, murmurando consigo mesmo e retomou a leitura.

"Espero que tenha um ótimo primeiro dia, chérie. Lembro-me de quando pisei pela primeira vez em Beauxbatons, ainda era a Madame Maxime, le directrice... Mas não foi por isso que lhe escrevi, ma fille.

Não importa o que aconteça, quero que me escreva, oui? Sei que cresceu, mas sinto falta da minha Miho-chan... Está tão silencioso sem você, então... Me conte como foi sua primeira aula.

Baisers,
Mère."


__Pode deixar, ma mère...__ Sunny não conseguiu conter uma teimosa lágrima, estava sentindo falta dela, mesmo com broncas, puxões de orelha, ela era sua melhor amiga.

Limpou o rosto, pegando sua bolsa com o material e caminhou rumo ao Salão de Chá, para tomar o seu café da manhã. Uma bela xícara de chá preto e torrada com cream cheese, a típica combinação asiática e francesa que lhe acompanhava todas as manhãs. Ainda tinha algum tempo antes da aula começar e aproveitou bem seu desjejum. Puxou o horário de aulas que havia guardado no bolso do uniforme e conferiu: DCAT.

__Começando bem o dia...__ murmurou para si mesma, arqueando uma sobrancelha. Devolveu o papel para onde o havia retirado. Terminou seu chá e saiu dali, caminhando até a sala de aula.

Sunny entrou na sala e a professora já os aguardava. Sua pequena estatura não permitia que ela se acomodasse no fundo, escolheu então uma carteira no canto, bem a frente. Tirou então alguns pergaminhos, pena e tinteiro de sua mochila, junto com o livro que dizia respeito àquela disciplina. A bela mulher tomou seu assento, assim que todos se encontravam na sala e sorriu, iniciando sua apresentação, ao mesmo tempo em que o giz escrevia seu nome na lousa: "Allegra Zharkov".

A sra. Zharkov havia perguntado se já ouviram falar de DCAT, com um aceno mínimo Susannah confirmou que ouvira algo. Pegou sua pena e no canto superior da folha, rabiscou o nome da professora, aguardando as próximas palavras dignas de anotação. Molhou a pena no tinteiro novamente, e fez três bolinhas, uma abaixo da outra, como se estivesse marcando tópicos e escreveu:

(...)
°Azarações
°Maldições
°Feitiços de Magia Negra
(...)


Sunny tornou a olhar a professora que sorria gentilmente para eles e iniciava a definição de DCAT. Sua mãe sempre lhe dissera que era bom anotar o que a docente dizia, futuramente, poderia lhe ser útil. Rabiscou rapidamente mais algumas palavras, mas sua atenção fora tomada pelos vultos (?) disformes na lousa, inclinou a cabeça para a esquerda, tentando decifrar, quando a voz da mulher lhe invadiu os ouvidos, dizendo o que eram, ou melhor, QUEM eram: "Leander Anrow" e "Aberforth Ankou". Piscou algumas vezes atordoada, tentando ver algum rosto ali, mas sem sucesso. Tinha vontade de rir, mas não queria se encrencar no primeiro dia de aula.

A garota de fios azuis observou a loira andando pela sala, até se escorar na porta e anunciar o que deveria ser feito. Um "simples" relatório, sem ação, sem sangramentos, hematomas ou o que mais esta aula pudesse causar. "Mamãe ficará feliz ao descobrir que não causei nada a ninguém..." Viu a sra. Zharkov acenar com sua varinha e entregar pergaminhos de relatório, com as informações que lhe importavam, saiu da sala dizendo que aguardaria os trabalhos prontos.

Pegou então seu livro e iniciou a pesquisa, tinha um pergaminho em branco ao lado, para eventuais anotações, não iria rabiscar seu livro novo. Com a ponta do indicador, ela procurou no índice a inicial de seu nome, "S", já que não tinha ideia de nenhuma personalidade, nada como procurar na sua letra favorita. Desceu um pouco e achou um nome curioso: "Sirius Black", localizou a página em que contava a história deste bruxo, virou nela e iniciou sua leitura.

Na sala, era possível ouvir penas arranhando freneticamente. A japonesinha levantou a cabeça e olhou ao redor, vendo os colegas compenetrados em sua tarefa. Viu que um deles já havia finalizado e agora caminhava colocando o pergaminho sobre a mesa. Meneou a cabeça para voltar a se concentrar na personalidade que escolhera.

Relatório:
 

Sunny trocava de tinteiro colorido rapidmente, sempre gostou de cores vivas e usava-as agora para enfatizar o que era preciso no relatório. Tentou se manter nos azuis, para não levar a pobre professora à loucura, com sua misturas e combinações malucas, de verde, rosa, laranja, roxa, amarelo e outras cores mais nos pergaminhos, deixaria isso para suas próprias anotações. Assim que finalizou, correu os olhos pelo que havia escrito, utilizando-se de suas próprias palavras, copiando apenas a fala do grande bruxo que escolhera. Recolheu, então seu material, ficara entre os últimos. Restava ainda um garoto loiro, uma menina de cachos vermelhos e mais alguns que ou estavam enrolando ou estava mesmo escrevendo muito. Puxou o ar, foi até a mesa depositar seu trabalho e precipitou-se para fora dali.
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Siryen D. Zharkov
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Cidadão de Auradon

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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Qua Set 07, 2016 7:07 pm

The dragon and the needle

LOCAL: Sala de Transfiguração

MATÉRIA: Transfiguração

PROFESSOR: Marcel Knut Guldenhorf

GRUPO: Sturm





O som do salto das botas de couro de dragão ecoavam em meus ouvidos enquanto eles batiam contra o chão de pedra frio. Acordara antes do despertador ressoar no alojamento de Sturm. Era hora de fazer mais uma ronda, antes de ir pra aula. Meus passos me guiavam a corredores e mais corredores silenciosos, chegava rapidamente no próximo através das passagens secretas que conhecia. Aliás, devia agradecer minhas mentoras Blanche e Elwin que me ensinaram esses segredinhos.

Estava tudo na mais perfeita calma, não fosse um som estranho que ouvi por detrás de uma tapeçaria comida de traça num dos inúmeros corredores que havia na escola. Silenciosamente, esgueirei-me para espiar e ver do que se tratava. Odiava ter que fazer isso quando encontrava, mas como Ensign era meu dever. Interrompi o casal de pombinhos de forma autoritária, deixando que a veia dos Zharkov se aflorassem:

_Ora, ora... Se não passaram a noite aqui, se deram ao trabalho de acordar bem cedo pra começar a fornicação..._ ironizei. Reconheci a garota sendo uma Kabel, o garoto eu tinha dúvidas se era um Sargeant ou Laut Sargeant, mas isso não importava.

_Por favor.... N-n-não faça nada conosco..._ tremeu e implorou pra mim a garota apavorada

_Eu tenho que entregar o relatório e vou citá-los, com todos os detalhes. A menos que...

_A menos que?_indagou o rapaz

_A menos que não façam mais isso "em público"..._ fiz aspas com os dedos _Por favor, ninguém precisa ver vocês se pegando antes das seis!_ retruquei com asco.

_C-C-Claro.... Tem a nossa palavra.... Vamos, Bart.

_Não vai mesmo nos dar uma detenção?_ questionou ele, querendo ter a confirmação de minha palavra e sorri de uma forma quase maliciosa.

_Sabe... Bart? Se tem algo que minha família preza é a palavra dada, então, não. Não receberão uma detenção, muito embora a mereçam. No entanto, vou citá-los em meu relatório, dizendo que no momento saíam do corredor rumo ao salão para tomar o café. Eu sou meticulosa e perfeccionista, por isso vocês serão coadjuvantes no roteiro.

O garoto acenou com a cabeça, puxando a menina pelo braço e me deixou ali sozinha. Deveras, eu era por demais meticulosa e perfeccionista, como falei pra eles. Portanto, quando fosse me reportar a Kaptein, tudo deveria estar nos mínimos detalhes.

Terminei de vasculhar os corredores e felizmente, não encontrei mais nada que fizesse minha bochecha ficar da cor dos meus cabelos. Dirigi-me, então, para a sala da Ensign e comecei a preencher a folha conforme me era designado. Passei boa parte da manhã ocupada com isso que nem tomei o desejum. Assim que finalizei, passei no escritório da Srta. Vlakyk e lhe entreguei o que havia acabado de escrever. Um quase sorriso formou nos lábios de Alethia e deixei o aposento.

Depois do almoço o que me aguardava era uma aula de Transfiguração. Para minha sorte, eu conhecia bem o assunto, afinal, tinha interesse em me tornar animaga muito em breve e estudava com afinco. Por mais sorte ainda, Elwin Nikolaevich me ajudava nesta árdua tarefa, afinal, ela mesma era uma. Um belo espécime, o guepardo. Ela estava agora sentada a meu lado, terminando sua refeição, resmungou algo como:

_Não posso comer muito hoje. Aula. Treinamento físico._ mastigou com muita pressa e foi se levantando.

_Ah claro... Não se esqueça de mandar lembranças para aquele seu irmão gato..._dei-lhe uma piscadela travessa, enquanto me recordava de Jude.

O garoto tivera um imprevisto e retornara pra casa, infelizmente ele se foi antes que eu pudesse me divertir com aquele pedaço de mau caminho. Revirei os olhos, acabando meu suco de melancia com gengibre e fui para a sala de Transfiguração.

Sentei numa carteira ao fundo da sala, odiava ficar na frente, não sei porquê cargas d'água, professores costumavam pegar Ensigns para exemplos. Blanche me deu a dica para ficar no fundo e passar despercebida. Peguei meu material e o coloquei sobre a carteira ao tempo em que o professor iniciava aquele seu blá-blá-blá com a apresentação. Anotei apenas o seu nome a matéria no topo do pergaminho.

Eu até deixaria pra lá, mas esse professor tá zoando o meu focinho de dragão? Sério que ele acha que NÃO sabemos para quê serve Transfiguração? "Achei que eu estava no terceiro ano..." revirei os olhos com este pensamento, voltando a me concentrar no seu discurso de bê-a-bá. "Ah não... Relatório! É muita maldade com as minhas asinhas de dragão..." soltei um muxoxo meio alto como protesto pela tarefa que teria que fazer.

Analisava cada movimento do senhor Guldenhorf, vendo-o conjurar palitos de fósforo sobre a nossa carteira. Aquilo me fez arquear a sobrancelha. Já tinha feito este teste tantas vezes com Elwin, que toda vez que errava, ela espetava minha mão com a própria agulha para me forçar a fazer o certo. Sorri de canto. Seria muito fácil realizar a aula, claro que ainda restava os relatórios para fazer, mas nada demais.

Encarei-o por breves momentos antes de começar a transfiguração em si. Tirei minha jaqueta para facilitar os movimentos e imitei os gestos do professor. *Um aceno para cima, dois para a esquerda e uma sacudida para baixo*. Rapidamente meu palito de madeira afinou-se e alongou levemente, no lugar da cabeça a ser riscada para pegar foro, encontrava-se o vão de passar a linha da agulha. O objeto de metal brilhava contra a luz enquanto eu olhava de todos os ângulos para que pudesse começar a escrever.

Assim que finalizei, corri os olhos para simples conferência. Com tudo pronto, enrolei os pergaminhos separadamente, anexei a agulha em um deles e amarrei ambos com uma fita carmesim. Caminhei até a mesa do professor que aguardava animado ali e depositei em sua mesa, vendo que ainda tinha muitos colegas que não haviam terminado, dei de ombros e precipitei-me para fora dali.

Relatório I:
 

Relatório II:
 
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Última edição por Siryen D. Zharkov em Sab Out 01, 2016 3:06 pm, editado 1 vez(es)
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Thor Stankovich
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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Qua Set 28, 2016 2:36 pm

BOM SENSO e PERSUASÃO

LOCAL: Sala de Artes das Trevas

MATÉRIA: Artes das Trevas

PROFESSOR: Aléthia Marie Vlakyk

GRUPO: Drang





O céu amanhecera negro devido à forte tempestade que caía, os trovões não perdoavam ao cair com estrondo do lado de fora da fortaleza de Durmstrang. Os olhos cinzentos e claros do garoto corpulento encaravam o teto de pedra, sem conseguir fechar e adormecer. Não era ansiedade. Era mais como uma fúria incontrolável. Thor Nikolaevich sempre tivera um problema com seu temperamento. Desde pequeno, já era possível perceber e quem sempre soubera disso era o irmão, Loki. Aquele que antes de se utilizar da agressão, fazia perguntas, pesquisava o que tinha acontecido. O outro, seu oposto, não dominava a arte da paciência. Sempre que podia, arrancava alguns dentes, deixava um olho roxo e algumas costelas quebradas por onde passava. Aproveitava-se da vantagem de ser maior que os garotos de sua idade, aparentando ter, no mínimo, 5 anos a mais. Isso sempre rendera uma certa polêmica, ainda mais no mundo bruxo. Ele era apenas grande demais para sua idade, ou sua linhagem escondia traços de DNA de criaturas que os bruxos abominavam? Ele jamais tocara no assunto. Loki tampouco. Olhou para a cama ao lado, o irmão dormia a sono alto e com uma respiração ruidosa. Respirou fundo, sem fazer barulho e se levantou, antes mesmo do despertador do alojamento soar. Esticou o lençol por cima da cama e observou. "Não está perfeito... mas vai ficar assim mesmo, tenho paciência pra isso não." Pegou seu uniforme, que estava no baú aos pés da cama, trocando-se rapidamente. Sentou no mesmo e calçou as botas de couro de dragão. Não vestia blusa alguma. Frio era para os fracos, coisa que ele não era. Pegou sua mochila e foi direto tomar seu café.

Havia poucos alunos acordados, era mais cedo que o normal. Lado bom? Poderia comer o quanto quisesse, sem que lhe encarassem ou fizessem comentários desnecessários. Ou era isso que ele pensava. Ele mastigava o quarto pãozinho, sem dar a mínima ao seu redor, continuava lendo sua HQ. Concentrado, não reparou que um - também - Recruit, lhe encarava de maneira estranha, analisando seu tamanho e sua fome. Thor suspirou, já estava ali há um certo tempo, nem percebera que já podia se encaminhar para a aula. Tomou seu copo de leite e saiu da mesa, mastigando um último pedaço. O garoto que o observava, imitou seu gesto e foi-se atrás do grandalhão. Com uma voz anasalada, pôde-se ouvir insultos e provocações:

_Aí brutamontes... não tem comida na sua casa, não? Precisa acabar com a refeição dos outros também?_ era Vladislav e Thor não lhe deu ouvidos, continuou andando para chegar até a sala.

O Recruit vendo que fora ignorado, não desistiu, sacou sua varinha e num movimento disforme, *acenou para as costas do Nikolaevich*:

_Vermilious!_ fora possível ver um jato vermelho claro sair da varinha e passar raspando pela orelha do garoto. O que chamou sua atenção, fazendo-o se virar, bufando como um touro raivoso, ele marchou de volta, de encontro a seu "atacante".

O pequeno encrenqueiro Vlad não se intimidou com o tamanho e a raiva do Nikolaevich. Mas ficou deveras assustado quando ele usou sua mão esquerda para lhe pegar pelo colarinho, fazendo-o engasgar com a sua própria respiração. Com a direita, ele deu um direto no nariz do garoto, seguido de outro, fazendo um gancho no movimento, e este segundo fez o sangue do nariz jorrar.

Alguns Recruits se colocaram entre os dois, fazendo-os se separar. O provocador sacou a varinha neste momento e começou a lançar feitiços sem mira, na direção de Thor, fato este que obrigou o garoto de Drang a sacar a sua também, mas assumiu uma posição de defesa. Thor detestava usar varinhas e feitiços numa briga. Sentia-se um maricas assim, por isso sempre fora pra cima com punhos, garras, dentes e o que mais pudesse utilizar de seu corpo como arma. Um coro se formou ao redor deles: "Briga! Briga! Briga!", obviamente que o barulho era tanto e atingiu os ouvidos de uma certa docente que questionou o Recruit mais próximo, que lhe informou que seus "colegas" estavam numa briga.

A docente em questão era Aléthia Marie Vlakyk, a qual eles AINDA não conheciam e que rapidamente chegou ao centro do círculo, bem próximo de Thor e Vladislav, *sacudiu a varinha e apontou para o segundo, bradando*:

_Expelliarmus!_ repetiu o gesto e o movimento, mas desta vez, apontando para o Nikolaevich. Ambos garotos a encaravam espantados, enquanto ela ria e dissipava a aglomeração. Numa meia volta graciosa, ela saiu e foi em direção à sua sala, sendo seguida pelos alunos do 1º ano de forma silenciosa e de cabeça baixa.

Para infelicidade de Thor, Loki não adentrou a sala e quem postou-se na carteira ao seu lado, fora o bendito Recruit Vladislav. Isto fez o garoto bufar irritado, mas logo sua seqüência de pensamentos fora interrompida pelo clique seco de madeira batendo contra madeira. Aléthia havia acabado de jogar sua varinha, sobre a sua respectiva carteira.

_Professora? A senhora não vai estancar o sangramento do nariz dele?_ a contra gosto, questionou a docente.

_Machucaram-se em minha aula? Não. Fui eu quem causei o sangramento? Não. Fui eu quem lhes ensinei a agir como tolos? Não. Se são capazes de usar suas varinhas para lançar feitiços torpes e de má conjuração? Sim. Então são capazes de estacar um sangramento de nariz... Boa sorte._ essa resposta fizera Thor rir internamente. Guardou sua varinha e observou-a dar as costas à eles, e de esguelha, viu quando o ensanguentado Recruit se atreveu a levantar a varinha para tentar azará-la._Ah, obviamente não vai querer fazer isso. Sou cuidadosa o suficiente para proteger ao meu corpo quando estou no meio de seres tão insignificantes que não sabem segurar a varinha._ ela sorriu e iniciou sua apresentação.

O Nikolaevich arqueou uma sobrancelha, enquanto a ouvia com metade de sua atenção. Perguntava-se onde estava seu irmão, obviamente que, se estivessem juntos, ele não começaria o ano letivo com um soco de direita. Revirou os olhos, olhava para a frente sem, de fato, focar na sua interlocutora. Nem mesmo quando um colega se arriscou a responder um questionamento, ele lhe deu a devida atenção.

Ouviu o farfalhar de penas e pergaminhos serem tirados às pressas das mochilas, ele repetiu o gesto dos colegas. "O que era pra anotar, mesmo?", pensou ele perdido e espiando o pergaminho do agora "Nariz-Inchado Vladislav", vendo as classificações das Maldições. Colocou apenas o nome dos tópicos, depois pegaria o conteúdo com alguém. Focou-se em Aléthia, que agora passava uma tarefa para eles.

_Mas como assim Aléthia? Absurdamente simples. Quero um relatório contendo o nome da azaração, quem a criou, quando foi criada, seu contra feitiço – se existir – e o que este feitiço causa. Vocês têm até o final da aula para me entregar, sugiro que comecem.

Thor pôs-se a pensar nas azarações que conhecia. No entanto, havia uma que estava em fase de criação, coisa dele e de Loki, obviamente, que era o "cérebro" da operação. Sempre faziam tudo juntos, inclusive criar coisas. Lembrou-se da que tentaram usar contra um dos primos, a de inchar a cabeça, mas não era tão divertida. Eles preferiam algo como terror psicológico. Loki teve a idéia de criar uma azaração que aterrorizasse crianças da idade deles. Thor surgiu com o pensamento de conjurar uma criatura perigosa. Claro que, no plano das idéias tudo era ótimo, o difícil era colocar em prática na idade deles. Mesmo vindo de uma família tradicionalmente bruxa e envolvida com as artes das trevas, eles ainda possuíam limitações e falta de experiência era uma delas.

Começou então a preencher o relatório pedido pela Vlakyk, antes que desse o sinal. Porque se não terminasse a tempo, algo dizia que ele estava encrencado. Enquanto preenchia, algumas memórias dos testes surgiam em sua mente. Loki havia determinado a melhor maneira de movimentar a varinha para ter mais efeito, era uma sacudidela pra cima e outra para baixo, seguida de um giro no punho e o feitiço. Thor tentou executar, conseguiu produzir um explosivim disforme; mais feio que o original, mas que já conseguia atacar alguém. Não era nada próximo do enxame que planejavam, mas chegariam lá, em breve.

Azaração:
 


Deu uma última olhada no pergaminho, conferindo se possuía todas as informações. Guardou sua pena no estojo, fechou o tinteiro. Jogou o material na mochila e levantou-se caminhando até a mesa da professora, depositando ali seu trabalho e deixando a sala de cabeça baixa, em seguida.
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Thor Stankovich
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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Qui Set 29, 2016 12:30 am

Voilà!

LOCAL: Sala de Transfiguração

MATÉRIA: Transfiguração

PROFESSOR: Marcel Knut Guldenhorf

CASA: Sonserina





Era um bonito dia para uma primeira aula. Os raios de sol adentravam passavam discretamente, deixando que os feixes de luz atingissem a cama de dossel vazia. A garota que devia estar ali adormecida, estava desperta há mais tempo do que alguém poderia imaginar. O zum zum em sua mente a tirara de seu sono. E agora, perambulando pela orla da Floresta ela tentava encontrar um amigo, Amaretto, este que era o fiel escudeiro de Allegra e agora andava ao lado da pequena.

_Astrid. Volte para o castelo agora. _uma voz grave murmurou em sua mente.

_Ora, Amaretto! Foi você quem me chamou e pediu ajuda!

_Isso foi antes de saber que sua segurança está em risco. Além do mais, Amarula é minha filha e minha responsabilidade...

_E minha companheira Loba, assim como você o é de minha mãe! Sem discussão, Amaretto! Assim que Amarula estiver conosco, volto para o castelo.

_Conheço esta teimosia de cor e salteado. Qual o problema com você e Allegra? Sempre tão turronas... _ resmungou

_Muito diferente de você, não é senhor-lobo Amaretto?

[...]

Passaram a manhã toda fora. Astrid chegou derrapando à porta da sala de transfiguração, ladeada pela sua loba Amarula. Com sorte, Amaretto conseguiu localizá-la antes que fosse muito fundo na floresta. Astrid por sua vez, aguardava do lado de fora. O lobo de sua mãe cumpria suas ordens de maneira expressa ao não deixar que ela adentrasse em local tão perigoso. Agora, esbaforidas, chegavam para a aula em cima da hora. A loba ficou do lado de fora:

_Eu não vou entrar aí. A aula é sua, se vire com o tédio. _ empinou o rabo felpudo para Astrid e saíra rebolando as ancas.

Arqueou a sobrancelha com o gesto da companheira e entrou, buscando uma carteira ao canto, no meio da sala, era um bom truque para passar despercebida. Retirou de sua mochila o exemplar de Transfiguração, junto com alguns pergaminhos. Folheava e passava os olhos pelas páginas, sem vontade alguma de ler aquilo, de fato. Fora tirada de seus devaneios pelo professor e sua apresentação. A Zharkov não pôde deixar de revirar os olhos quando viu a pergunta que ele fizera à turma: "O que é transfiguração?"  Sério? Já não haviam passado daquilo? Afinal, ela estava no terceiro ano e não no primeiro. A seu lado, Lorelay Le Vasseur revirou os olhos também. Abafou um risinho irônico, sabia que ela também não tinha muita paciência pra certas coisas e comentou baixinho:

_Dá pra acreditar? E eu achei que teríamos alguma ação...

_Nem me fale... Parece que usei um vira-tempo fajuto e voltei para o primeiro ano...

Rindo-se discretamente, ambas voltaram sua atenção para o discurso do sr. Guldenhorf. A garota da casa dos dragões rabiscou rapidamente em seu pergaminho o que fora pedido da tarefa. E encarou o professor, ela estava - basicamente - afogada no tédio e murmurou mais pra si mesma do que para qualquer outra pessoa.

_Ora, ora... Então teremos uma parte divertida? Finalmente...

Astrid colocou sua varinha sobre a carteira, tirando-a do bolso da capa da Sonserina que é onde a mesma se encontrava. Ao tempo em que ao lado dela surgia um palito de fósforo, todos os alunos haviam recebido um, observou ela. Atentamente ouviu que precisava saber os movimentos exatos que executariam com a varinha, para obter sucesso. Molhou o bico da pena no tinteiro e aguardou-o fazer para exemplificar com setinhas em seu próprio pergaminho, da seguinte maneira:


Viu então o professor realizar a demonstração da transfiguração. Colocou a pena sobre o tinteiro e pegou sua varinha. *Acenou para cima uma vez, e mais uma, duas para a esquerda e sacudiu para baixo, finalizando o feitiço com a mira no palito de fósforo. E murmurando o encanto.*

Sem sucesso.

Astrid bufou. "O que fiz de errado, afinal?", repassou a cena e os movimentos em mente, releu as anotações e guiou o punho para fazer o mesmo que suas setas indicavam no pergaminho. Dera-se conta então que havia adicionado um aceno para cima, aquilo fizera apenas o palito de fósforo estremecer, ficar levemente prateado e pronto. Nada mais mudou.

Puxou as mangas da capa, deixando a mostra os braços cobertos pela camisa branca, inspirou o ar profundamente e fechou os olhos, obrigando-se a concentrar. *Arriscou de novo, acenou uma vez pra cima, uma para esquerda, de novo para a esquerda e depois sacudiu para baixo*

_Voilà!_ a voz de Lorelay ecoou seu sucesso, bem como o dela e sorriu.

Astrid encarou seu pedaço de metal no formato de agulha. Um feitiço extremamente simples, o qual ela não poderia deixar obter sucesso. Sorriu para si e para a amiga que estava próxima à ela. Colocou sua agulha de lado e pôs -se a preencher os relatórios. Assim que perpassou os olhos sobre ambos, concluiu que iria entregar assim mesmo. Só pensava em uma coisa: "Comi... Páre de pensar em comida, Astrid! E venha aqui fora, tenho algo legal pra você e papai Amaretto não pode saber!"

Reuniu seu material, despediu-se de Lore, dizendo que a encontraria na comunal e partiu para fora dali, indo atrás de Amarula.

Relatório 1:
 

Relatório 2:
 

[OFF]

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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Sex Set 30, 2016 8:13 pm


Número do Coração 
( 心のナンバー )

LOCAL: Sala de Adivinhação

MATÉRIA: Aritmancia

PROFESSOR: Zoraya Loopziak

CASA: Corvinal





As pálpebras pesavam e se recusavam a abrir, mas ela já havia desligado o despertador vezes demais, até mesmo Gin, seu crupe de estimação, já estava desesperado e tentava de todas as maneiras tirá-la da cama, apelou para o último truque e este era infálivel:

__AAAAAAAAAAIIIIIIIIII GINSEI! Quantas vezes já te falei pra não morder meu nariz enquanto durmo?!__ o tom repreensivo na voz não surtiu efeito no animal, ao contrário, ele a encarava com um olhar desafiador, como que testando se ela voltaria pra cama, depois de ter usado sua "bankai", como ela denominava os ataques extremistas do animal. Afinal, bankai significa "aumento da liberação de poder ou energia", e Gin liberou bem a energia dos dentes afiados que possuía.

Sem alternativa, Saori saiu da cama, preferindo tomar um banho para despertar. Prendeu os cabelos coloridos, lavaria-os somente no final do dia. Saiu do chuveiro com uma energia renovada, nada como a água corrente para melhorar a circulação da magia em si. Devidamente vestida com o uniforme nas cores ravinas, retornou ao dormitório deparando-se com Gin, sentado aos pés de sua cama, esperando-a para tomarem café. Soltou um muxoxo quando o viu e acrescentou bicuda:

__Não pense que te perdoei, mocinho... Onde já se viu... Morder meu nariz! Quer me fazer mais um furo e me colocar outro piercing?? Como se eu já não tivesse o suficiente...  

Gin sabia bem como amolecer sua dona, lambeu a mão dela de forma carinhosa, aquilo era basicamente um pedido de desculpas. Ela revirou os olhos, colocou a mochila sob um dos ombros e desceu com a criatura em seu encalço. Passou pela comunal, que abrigava alguns de seus colegas ali. Não viu ninguém conhecido e atravessou a aldrava de bronze, rumo ao Salão Principal.

O crupe a acompanhava feliz, abanando seu rabo bifurcado de quando em quando. Eles se sentaram à ponta da mesa, Saori sorria para seu companheiro de olhos prateados. Correu os próprios olhos para o banquete de desjejum e pegou duas fatias de pão de aveia, geléia de mirtilo e chá preto com cereja gelado. Espalhou a pasta azulada sobre o pão, dando uma mordida num e cortando um pedaço com as próprias mãos e deu-o ao crupe que comeu feliz. Entre uma mordida e outra, e um pedaço e outro, Saori mantinha-se atualizada com o exemplar do Profeta Diário que havia sobre a mesa. Lembrou-se de conferir no seu celular sobre as últimas notícias também, mas ela ainda preferia fazer isto à moda antiga, com papel de verdade.

Finalizou sua mordida com o último gole de seu chá e caminhou para a sala de...

__De quê mesmo? Pera... Que aula eu tenho hoje, meu merlin de ceroulas, esqueci de conferir o horário...__ resmungou enquanto revirava os bolsos da mochila de forma desesperada, até que encontrou um pedaço de papel.__Hoje é... "Complementar"... Certo, sendo assim é... Aritmancia ou Adivinhação? Aritmancia...__ havia um asterisco ao lado do nome da disciplina e ela seguiu para o rodapé buscando o significado daquela nota __"Aula a ser aplicada na Sala de Adivinhação".

Partiu então rumo à Torre Norte. Seu crupe soltava latidos de felicidade, ainda não tinha feito um tour tão grande com Saori e ela dizia que já estavam chegando... A cada 15 minutos caminhados, esse era o discurso. Ela sempre se esquecia que essa torre ficava do outro lado do castelo, praticamente.

Ofegante, a garota de cabelos coloridos chegou à entrada da sala. Olhou para cima, localizando o alçapão e liberou sua escada para que ela subisse. O crupe ficou ali no chão.

__Comporte-se, mamãe não vai demorar, Gin... Se quiser pode passear pela propriedade, mas não arranje encrencas com outros bichinhos...__ acariciou o topo da cabeça dele e subiu, deixando o companheiro ali embaixo.

A sala de Adivinhação ainda estava vazia, não havia muitos alunos matriculados em seu ano, acomodou-se na mesinha central, defronte à escrivaninha da docente. Colocou diante de si seu volume sobre "Aritmancia Básica e Intermediária". Posicionou os pergaminhos e sua pena-de-repetição-rápida ali também, molhou a ponta da mesma e colocou-a sobre o pergaminho. Do bolso da capa, pegou o celular e desligou-o. Agora era só aguardar a professora chegar.

__Definitivamente, não gosto de frequentar essa aula sozinha, ainda mais nesta sala... Será que eu deveria fazer um círculo de sal? Só pra prevenir?__ confabulava consigo mesmo, sentindo um calafrio na espinha quando um vento mais forte soprou e balançou a cortina.

Por sorte, Saori não ficou muito tempo sozinha, a professora Loopziak surgiu na sala já iniciando seu discurso, a japonesinha estava abrindo um sorriso com o som de "complementar", quando parou a meio caminho com a segunda parte da frase, aquela que dizia respeito à fantasmas.

__Eu sabia que devia ter feito um círculo de sal pra evitar Gastlys, Haunters e Gengars...__ murmurou pra si mesma, observando ela tomar seu assento __S-sim, senhora... Foi a primeira coisa do dia ou segunda...

Saori ia murmurar o comando para "Hane", sua pena verde-ácido, mas parou com os olhos arregalados quando a docente se pronunciou.

__Hane, tome nota... Faça uma tabela e por favor, sem comentários bizarros.__ a pena estremeceu se preparando para anotar, enquanto a sra. Loopziak discutia com algum Gastly e Gengar ali perdido.

__Oh querida, me desculpe, não tomei o remedinho de pressão hoje.

__Ahn... Talvez uma pokébola fosse mais eficaz... Ou não..._ murmurou baixinho, esperando não ofender a senhora.

Um aceno positivo de cabeça, para a professora Loopziak, confirmando que já estava crescidinha, estreitou os olhos para a tabela que fora desenhada numa cor cintilante. Tocou em Hane, para incômodo da mesma, num resmungo baixo:

__Shiu, comporte-se, sua pena assanhada..._ copiou a tabela e piscou algumas vezes com a pergunta que lhe fora feita e respondeu __Saori Yuu Aizen, senhora.

Terminou de riscar as linhas de delimitação da tabela, colocando os números e letras. Largou a pena para que ela fizesse o seu trabalho de copiar as anotações da professora. Ouvindo atentamente sobre como obter o número do coração, espiou os olhos para o pergaminho e arqueou a sobrancelha com o que leu.

"Número do Coração espero que você tenha um"

A garota de cabelos coloridos ia retrucar a observação do seu objeto abusado, mas parou no momento em que a professora rabiscou seu nome no ar e realizou o que devia ser feito. Sempre concordando com o que estava sendo dito. Retomou a pena, para iniciar sua atividade, arregalando os olhos com a bronca de Zoraya para o Haunter que estava ali e um pedido de desculpas para ela logo em seguida.

__A-ah... é... Daijobu... Di-digo... Sem problemas, professora Loopziak...__ respirou fundo e falou baixinho para si mesma __Daijobu nee...

Voltou a realizar sua tarefa. Escreveu o nome completo no pergaminho, alternando as cores das vogais e consoantes para facilitar seu trabalho. Conferia sempre a tabela, para colocar corretamente o número correspondente. Como boa corvina que era, não teve dificuldade em fazer a soma, o desafio mesmo viria a seguir, ao descrever e adaptar o significado do número ao seu coração.

Analisou o resultado e abriu o livro que trouxera, sabia que ele tinha uma base do que cada número queria dizer. A ponta do dedo indicador marcava a linha que ela lia, sua pena-de-repetição-rápida aguardava com leves estremecimentos. Sao sorriu  para ela e murmurou o que deveria ser escrito, algo que ela realizou prontamente.

Número do Coração:
 

Ignorou toda interação a sua volta para que pudesse concluir a tarefa a tempo. Perpassou os olhos sobre o relatório, conferindo as informações ali contidas, revirou os olhos com os comentários ali contidos, não tinha mais tempo para corrigir aquilo. Enrolou-o, guardou seu material e deixou-o sobre a mesa de Zoraya, que lhe apertou a mão maternalmente, pouco antes de deixar a sala.

[OFF]


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Thor Stankovich
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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Seg Out 10, 2016 10:27 pm

KABOOOM!

LOCAL: Sala de Feitiços

MATÉRIA: Feitiços

PROFESSOR: Yawley Loopziak

GRUPO: Drang





Os passos largos e pesados do garoto se arrastavam pelos longos corredores de pedra. Não se importava se algum idiota ou energúmeno cruzasse seu caminho, ele estava mesmo precisando descarregar o acúmulo de energia que tinha dentro de si. Saiu chutando o ar, revoltado. Loki resolvia sumir nas melhores aulas e nas piores também.

Revirou os olhos chegando ao grande salão para o desjejum. Não tinha fome, mas ir pra aula sem comer era fora de cogitação. Pegou uma xícara com café preto puro e sem açúcar, junto de pão de centeio com alguma coisa que depois da primeira mordida ele identificou ser algo de presunto. A mochila pendia do ombro, puxou-a contra si para procurar seu horário, assim que o encontrou identificou a primeira aula do dia como sendo Feitiços.

_Porcaria!_resmungou para si mesmo. Saiu dali pisando duro. Não era fã da matéria, talvez porque nas tentativas que fizesse em casa nunca fosse bem sucedido, mas isso não vinha ao caso. Caminhava mais lentamente do que de costume, enrolando para chegar a aula. À porta da sala cruzou com o garoto que havia triturado o nariz numa outra oportunidade, o mesmo o encarou, fingindo que não o viu. Thor o encarou de volta como se esperasse algo, mas logo o ignorou.

Adentrou o recinto, guiando-se para uma carteira ao fundo, como sempre. Um rapaz jovem demais para ser professor, ou assim ele pensava, sorriu para ele e mais alguns no momento em que pisaram ali. Estava levemente curioso para saber quem era, qual não foi o espanto quando ouviu a apresentação.

_Como devem notar, eu sou Yawley Loopziak, seu professor de feitiços, espero que possamos criar uma conexão a contar desta data, pois seguiremos juntos por muitos anos, aliás, eu prefiro ser chamado de Professor Loopziak e não sou dado a intimidades._ a expressão de surpresa tomou conta de todos os Recruits ali presentes. Não esperavam por isso.

Observou a ação do professor, fechando a sala. "Lá se vai minha estratégia de fuga rápida dessa aula... Tsc tsc", Thor respirou fundo, encarando o docente, não seria nada bom o que viria a seguir. E cadê Loki pra dividir o fardo com ele? "Melhor nem saber...", foi o que ele disse a si mesmo em seus pensamentos.

Ocupado demais para prestar atenção ao professor, o Nikolaevich agora encarava o lobasso que emergiu das sombras e postou-se ao lado de seu dono. Arqueou uma sobrancelha. "Definitivamente, não dá pra esperar nada de bom dali com este... 'simpático' animal...", acordou de seus devaneios com o segundo pedido do professor. Não que tivesse pergaminhos ali em sua carteira, mas sua varinha não estava à vista, tampouco.

Obedeceu-o, já teria problemas suficientes, não precisaria arranjar encrencas no início do ano letivo e com um professor que mal acabara de sair da escola. Bufou irritado quando viu a pena brotar a sua frente. Coçou o nariz assim que viu o objeto, era algo meio psicológico. Ver a pluma ativava uma coceira frenética, sem nem mesmo encostar nela.

Desviou o olhar, de volta para o platinado, ainda coçando o próprio nariz. Viu-o levitar a pena da cobaia que o encarava com uma imensa facilidade. "Claro. Não é tão difícil... Esforce-se, Thor... Você consegue! HU-HÁH! 'THIS IS SPARTAAAAAA!!!'", seus pensamentos tentavam tranquilizar a si mesmo, emitindo um grito de guerra de um filme trouxa que vira há muito tempo.

Imitou o gesto do professor, sem proferir o encanto ainda. Assim que o docente liberou para que os alunos praticassem, o garoto entrou em pânico. Começou a suar frio e tremer ligeiramente.

_Uingardio Leviossá!_ em sua fala, girou e sacudiu mais do que o necessário. Estreitou os olhos para a pena, vendo que nada havia acontecido. Apesar do nervoso, a irritação era maior, fazendo-o bufar de novo.

_Uingaaardio Leviossááá!_ girou e sacudiu com maior veemência, e conseguiu apenas que a pena estremecesse levemente. Em sua inocência, Thor acreditou que estava progredindo. Yawley observou-o de longe, estava auxiliando um garoto da primeira carteira, assim que finalizou começou a se dirigir devagar para o Nikolaevich.

_Uingaaardio Leviozááá!_ não girou, apenas continuou sacudindo o pulso freneticamente, até que se seguiu um clarão e um estrondo. A pena havia explodido, chamuscando a barba (já presente no garoto), e parte do topete dele. O professor Loopziak parara a meio caminho. Conferiu as próprias vestes, estava intacto e retomou seus passos. Com um olhar de desaprovação estampado claramente no rosto marmóreo. Ia se pronunciar, mas o garoto Nikolaevich começou a assoprar a fuligem de cima da carteira, para "limpar", o que espantou o professor platinado.

O sinal tocou indicando o fim da aula, rapidamente, Thor recolheu seu material de qualquer jeito e correu para fora dali. Não queria nem saber se teria nota depois daquele fiasco.

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Saori Yuu Aizen
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Afilhado da Cinderela

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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Sab Out 15, 2016 9:42 pm


Substituto ou SubsDItuTTo?

LOCAL: Sala de Transfiguração

MATÉRIA: Transfiguração

PROFESSOR: Marcel Knut Guldenhorf

CASA: Corvinal





O céu nublado se mostrava nada amigável naquela manhã. A quartanista oriental de fios azuis e roxos já estava de pé e presente no Salão Principal. Hoje fora acordada pelas lambidas de seu companheiro Gin, e não pelos dentes afiados do mesmo, querendo lhe fazer um novo furo pra piercing. Acordara um pouco mais cedo para finalizar sua leitura, que havia começado na noite anterior. O livro repousava em pé numa jarra de suco, enquanto ela bebericava o chocolate quente do qual se servira minutos antes. A passagem narrava a batalha épica de transfiguração entre Merlin e Madame Mim.

Ginsei, seu crupe estava deitado ao seu lado, ele já estava bem maior do que quando ela o recebera, quase roncando, afinal já havia beliscado o que queria de café da manhã. Com a ponta do indicador folheou mais uma página, e agora, ao invés de bebericar, mordiscava a torta de abóbora, uma das especialidades de Hogwarts, ainda assim, o fazia sem desviar os olhos amendoados das palavras que pareciam saltar para ela, tamanha avidez de sua leitura. Uma coruja errante adentrou o salão e caiu na jarra de suco em que ela havia recostado o livro, ocasionando um tsunami laranja com o líquido, fazendo-a despertar,bem como o crupe e sacar a varinha para salvar o "seu precioooso" livro. Rapidamente, *apontou para o encadernado e falou*:

_Tergeo!_ o líquido fora aspirado pela varinha, e logo ela retirou uma pequena coruja de dentro do suco com um embrulho atado a sua pata, pequeno, porém com quase o triplo de seu peso.

Repetiu o movimento e o encanto para secar a coruja e ver a quem se destinava a correspondência. "Le Vasseur, C.", leu a caligrafia garranchada e soube que era para a monitora de sua casa. Gin, ainda levemente assustado, pôs-se a acompanhá-la enquanto ela caminhava com a ave até a loira ali presente, que conversava com uma morena de olhos azuis, a loba. Era impossível vê-las separadas, riu-se por dentro diante desta afirmação e entregou para a Le Vasseur.

_Com licença, monitora. Acho que seu pokémon-correio caiu no meu suco. Tentei enxugar, mas ainda tá meio úmido..._ informou entregando para ela _Sugiro que use uma evolução da próxima vez._ sorriu dando as costas para ela, voltando apenas para recolher seu material e ir para a aula.

[...]

Ao longo do caminho até a sala, Saori dialogava com seu crupe, não que ela -de fato- o entendesse, mas até que estabeleciam uma comunicação. Aterrissou à porta da mesma e fixou seus olhos no animal "sorridente" ao seu lado. Abaixou-se ficando ao mesmo nível dele:

_Gin, como combinamos em todas as aulas... _o crupe lhe lambeu a mão que fazia carinho e ela continuou, depois de ser interrompida pelo trovão que estrondou do lado de fora _ Pode me esperar comportadamente aqui fora ou pode passear pela propriedade.... Sem encrencas! Se bem que... Acho mais prudente voltar para o dormitório, vai cair uma tempestade excelente para dormir...

Ginsei postou-se à porta, sentado como um "cão de guarda", indicando que a aguardaria ali. Ela se levantou e sorriu, adentrando o local. Alguns alunos já se faziam presente e o aroma adocicado de um belo chocolate quente invadiu suas narinas. Esticou o pescoço procurando de onde vinha e viu o bule exalando fumacinhas na mesa do professor.

Procurou um lugar a frente para continuar inebriada pelo aroma e, também, para não desviar sua atenção da aula. Organizou seu material sobre a carteira, molhou o bico e deixou a postos a sua pena-verde-ácido-de-repetição-rápida, Hane, sobre o pergaminho; ela saberia o que fazer.

O docente deu início à sua fala, Hane estremeceu e começou a rabiscar, riscando seus comentários, quando Saori ordenava.

"O princípio básico da Transfiguração é transformar um objeto ou parte dele em outra coisa. Há também Transfiguração de animais e de seres humanos, esta última bastante difícil de ser realizada. É a habilidade de ser aquele pokémon Ditto, mas usando sua varinha e não ficando cor de rosa no processo...

Na mitologia Grega encontramos muitas histórias de pessoas que se transformavam em animais. Circe, a famosa feiticeira da mitologia grega, era famosa por transformar marinheiros em porcos. E precisa de habilidade pra transformar marinheiros em porcos? Eles já não são?

Essa transformação nada mais é do que Transfiguração, ou seja, a mudança de uma coisa em outra. Pode-se mudar objetos inanimados em outros animados e vice-versa. Também podemos alterar apenas partes, como: transformar as orelhas de uma pessoa em orelhas de coelho, trocar o nariz por um focinho de porco ou a boca por um bico, e coisas parecidas. Pra quê Dr. Jekyll? Frankenstein?  (...)"


Discretamente, Saori balançou a cabeça em negativa para responder a pergunta do professor. Ser Auror não estava nos seus planos. Continuou prestando atenção à fala e espiou sua pena.

"Uma parte difícil da Transfiguração... Difícil para mim é uma passeio...

_Hane! Pelas ceroulas eletrocutadas de Merlin! Páre já com isso!_ sibilou raivosa para a pena, que estremeceu a contragosto. A oriental ralhara com o objeto no mesmo instante que o professor ralhava com o aluno engraçadinho, o qual ela não se deu ao trabalho de descobrir o nome ou a casa.

"Alteraremos o espaço tempo fazendo dois objetos, inanimados, é claro, irem parar no lugar um do outro... Um vórtex será aberto e seremos lançados num episódio de Doctor Who pra isso...

Imitou o gesto do professor sem proclamar ou apontar para qualquer objeto, apenas para habituar o pulso com o movimento. Repetiu mentalmente a fórmula mágica enquanto sacolejava a varinha de um lado para outro no timing correto.

Assim que o senhor Guldenhorf autorizou a prática do feitiço, a garota de madeixas azuladas olhou em sua mesa. Suas orbes focalizaram a pena de repetição rápida e o tinteiro que deixava ali, caso precisasse. Era hábito. Respirou fundo uma vez, chacoalhou os ombros, para se deixar mais leve e começou:

_Su-bs-ti-tu-to! _sua fala fora meio pausada, *apontando da temperamental pena verde-ácido para o tinteiro*. Aguardou. Um prospecto de fumaça surgiu, mas no entanto nada aconteceu.

Seus lábios se torceram num bico contrariado por não ter conseguido. E pensou no que poderia ter dado errado. Então sem pronunciar o feitiço repetiu o movimento de punho: sacolejou duas vezes para a direita e depois para a esquerda. Consultou suas anotações e deu-se conta que não havia apontado para o objeto e era para sacolejar para a direita uma vez. Como se as ideias fossem clareadas, Yuu sorriu em compreensão. Meneou a cabeça para tentar novamente e *apontou para a pena, sacolejou devagar a varinha para a direita, depois para a esquerda e apontou para a pena verde-ácido*:

_Su-bs-ti-tu-to! _o feitiço proclamado ainda fora meio pausado, parecia que não tinha dado certo, mas logo a fumacinha que havia envolvido os objetos deixou de ser uma fina camada de névoa e tornou-se mais espessa, alternando-os em suas posições.

Com os olhos arregalados, Saori mal pôde acreditar quando finalmente concluiu o objetivo daquela tarefa, meio "slow motion", era verdade, mas conseguiu "substituir". No entanto, como uma legítima ravina, Saori Yuu pôs-se a tentar a substituição novamente. Desligou-se de tudo o que ocorria a sua volta. Era apenas ela, a pena e o tinteiro. *Apontou para a pena, desta vez, sacolejou a varinha para a direita com firmeza, em seguida para a esquerda e apontou para o tinteiro*:

_Substituto! _pronunciou sem fraquejar, no mesmo instante a fumaça branca e densa evolveu os objetos e num "PUF!" eles haviam sido trocados de lugar, de novo! _A-há! Gotcha! _ felicitou-se, usando a gíria de uma treinadora de pokémon, aquele velho - mas nunca fora de moda - desenho trouxa.

Satisfeita, pegou Hane, molhou no tinteiro e começou os abençoados 40cm de redação sobre o feitiço, em alguns momentos ela pousava a pena e mandava que a mesma escrevesse o que ela dissesse, mas isso lhe custava comentários cretinos e torcia para que o professor não prestasse atenção à eles. Assim que finalizou, reuniu seu material de qualquer jeito na mochila, caminhou em direção à mesa do professor, pousou o pergaminho com o conteúdo ali e saiu da sala, encontrando seu fiel crupe Ginsei na saída e se afastaram dali.


Relatório:
 


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Siryen D. Zharkov
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MensagemAssunto: Re: Templates - HOGS   Seg Out 24, 2016 6:01 pm

An ordered siryen...

LOCAL: Sala de Artes das Trevas

MATÉRIA: Artes das Trevas

PROFESSOR: Aléthia Marie Vlakyk

GRUPO: Sturm





E lá estava eu, arrastando um Recruit pelas orelhas com uma mão e na outra segurava um furanzão para longe da sala da Generelt. Aparentemente, ele queria pregar uma peça. O problema é que ele não tinha ideia do tamanho da conseqüência de fazer isso. Por sorte, eu tinha alguns informantes, uma vez que era a única Ensign da instituição e quem me avisou fora Elwin Nikolaevich, obviamente ela o havia feito para ver o circo pegar fogo, mas eu não podia reclamar, isso me ajudava. E Elwin... Bem, ela era minha amiga, não? Desde broncas à porres, eu sei que podia contar com ela, e aliás, ela me deve um porre!

_Você tá me machucando! Me solta!

_É pra machucar mesmo! Cala a boca aí!_ aquela peste se debatia tanto que me fez cravar minhas unhas na sua orelha, deixando um filete de sangue escorrer, arrancando um berro de dor dele.

O furanzão estava imobilizado por um feitiço quando o entreguei ao Dur-Major Bathory, um moço de olhos bonitos e feições nada amigáveis, tinha algumas cicatrizes no rosto e aquilo me chamava muita atenção. Sua tentativa de sorriso era um esgar de seus lábios finos, quando recebeu a criatura, girei nos calcanhares com aquele petulante Recruit, levando-o à sala da Kaptein Vlakyk. Receberia uma detenção e precisava que ela assinasse o que eu pretendia fazer, havia um certo sadismo em minhas ideias, e ela era a única que concordaria com isso.

Aléthia Vlakyk, Kaptein de Sturm estava em sua sala, torturando alguns ratos que tiveram a infelicidade de cruzar o seu caminho. Os guinchos eram tudo o que se ouvia na sala, sendo intercalados pela maldição que ela proferia "Crucio". Entrei e ela se ajeitou na cadeira, colocando os pés sobre a própria mesa e cruzando-os em seguida.

_Ora ora, Zharkov... Que infelicidade a traz aqui?

_Kaptein Vlakyk, ele estava prestes a causar o apocalipse em Durmstrang, queria colocar um furanzão na sala da Generelt Macnair. A criatura já está com o Dur-Major e trouxe esta outra criatura pra cá, pois preciso de sua autorização para que ele cumpra "aquela" detenção..._ informei tudo o que ela precisava saber, da forma mais resumida possível, ela era dessas que não gostava de enrolação... So let's cut to the chase!

_Hmmm... "Aquela" detenção? Que ótimo ver que alguns Ensigns procuram preservar as nossas tradições...

_É meu dever preservar, Kaptein..._ fiz uma pequena reverência.

_Pfft! Está quase na hora da aula..._ falou consultando seu relógio _ Vá para a sala, Zharkov!

_E ele?_ perguntei assustada, não acredito que não ia poder torturá-lo! E no mesmo instante a vi *balançar a varinha e murmurar alguns feitiços*, que acabou por conjurar algemas no teto e pendurou-o pelos tornozelos que começou a gritar.

_Bom, como pode ver... Ele não vai a lugar algum... Estará a sua espera após a minha aula. Agora, vá!

_Sim, senhora. Com licença._ sabia que Aléthia acabaria com aquele berreiro. -29 linhas-

[...]

Cheguei em minha sala, pouco antes de bater o sinal, sob o olhar acusador de muitos e um burburinho:

_Então, Zharkov... só porque é Ensign acha que pode chegar mais tarde?_a garota sardenta de dentes separados me questionava com um sorriso maligno, ela tinha o dobro do meu tamanho e esperava me intimidar.

_Uma vez que eu estava na presença da Kaptein Vlakyk, e cumprindo meu dever, acredito que posso me dar a esse luxo, não, Thurg?_ ver ser rosto perder a cor ante a menção da kaptein, foi impagável. E graças a Daenerys ela chegou, acabando com aquela balbúrdia.

Rapidamente, me sentei numa carteira qualquer observando a docente queimar as bolinhas de papel e calando a boca de desavisados. Fechou a porta com um aceno de varinha, encaminhou-se a sua mesa, sentou-se e cruzou as pernas. Ela iniciou seu discurso, o qual eu já conhecia de cor e salteado. Afinal, ela lecionava desde o meu primeiro ano, a mesmíssima matéria e continuava aquele amor de pessoa que sempre fora. Permiti-me devanear durante sua fala, apenas voltando a fitá-la com ávida atenção quando ouvi "Imperius".

_Ora, ora... Teremos, por fim, algo muito divertido..._murmurei baixinho só pra mim e estampei um sorriso diabólico, aprendendo com a diva Vlakyk à minha frente.

Há quem condene seus métodos nada ortodoxos, como aquelas frescurentinhas que mesmo estando no terceiro ano, ainda não se deram conta que nossa escola tem profundas raízes na magia negra. Aqui não é como Hogwarts, Beauxbatons, Castelobruxo ou qualquer outra que trate este ramo da magia como algo abominável. Ao contrário, aprendemos a usá-la para realizar grandes feitos.

Comecei a rabiscar algumas coisas em meu pergaminho, no momento em que ela questionou o porquê de não estarmos copiando. É claro que eu já tinha visto algo sobre a maldição. Ou alguém acha que andar com Elwin e Blanche seria diferente? As duas sanguinárias do instituto... O pânico foi geral quando ela apontou a varinha para a pobre alma mais próxima. Revirei meus olhos, qual o problema, afinal? Santo Grindelwald!

Meu espanto maior foi quando uma Kabel de Sturm berrou, dizendo que ela não podia fazer isso.

_Pfft! Você tem a breve noção de pra quem você está dizendo isso? Parece que não conhece a Kaptein Vlakyk..._ falei para a guria que se encontrava em pânico e me ignorou totalmente, o que me fez dar de ombros.

Observei ela testar a maldição um a um, a fila à minha frente era longa. Vi até uma tentativa inútil de um "Protego" e se eu havia aprendido algo com a Nikolaevich e a Verhoeven, é que Maldições Imperdoáveis não são bloqueadas com feitiços que Soldiers aprendem. O que eu sabia que poderia funcionar era a força de vontade de não ser controlada. Elwin me contou sobre essa aula, quando teve. Não era tão simples exigia concentração. Mamãe jamais conseguiria isso, do jeito que era avoada... Aliás, nem parecíamos que éramos mãe e filha, não fosse o cabelo e o sobrenome.

Fechei os olhos, obrigando-me a pensar em "Não ser controlada". Reabri-os, focada em meu objetivo. Era minha vez de ser feita de cobaia. Vi os lábios da Kaptein se movendo de forma sedutora enquanto sibilava o encantamento.

_Imperio.

Uma sensação leve me invadiu quando ela me mandou pegar a adaga e rasgar a jugular da menina que havia gritado, dizendo que ela não poderia fazer aquilo. Sua voz ecoava de forma melodiosa em minha mente "Rasgue a jugular dela... Rasgue... Rasgue a jugular... Pode rasgar!" Caminhei devagar para a minha vítima. Os olhos arregalados em pavor, enquanto ela se debatia contra mim. Parecia que uma força sobre-humana havia se apoderado de meu corpo, e não importava o quanto aquela Kabel se esforçasse, ela jamais conseguiria me parar. Encostei a ponta da lâmina em seu pescoço, fazendo escorrer um filete de sangue. Não que eu realmente gostasse dela, mas algo em mim estava dizendo que não deveria matá-la e isso se intensificou após este meu gesto. Uma cacofonia de berros e apavorados se faziam ouvir ao meu redor. E foi como acordar de um sonho, larguei a adaga, no mesmo instante que a guria me empurrou, cai no chão encolhida em posição fetal. Era uma dor excruciante que eu sentia por não querer obedecer a ordem. Não podia relaxar... Ou será que podia?

Respirei fundo e relaxei. Aquela sensação de paz vazia me inundou de novo, peguei a adaga caída e repeti meus passos. Alguém havia se colocado à minha frente, era um Kabel de Drang. A única coisa que ouvia era: "Mate-o! Mate-o! Mate-o! Deixe a menina para depois... Mate o kabel." A adaga em riste na minha mão direita, quase encostando no garoto. Então, uma voz, aquela que parecia a minha gritou contra a ordem: "Não mate! Você não deve matá-lo! Não faça isso!" Fora de longe a batalha mais difícil que tive que enfrentar. Era uma briga de subconscientes, ao que consegui entender, mas a esta altura, eu já estava no chão com as mãos nos ouvidos e olhos bem fechados, tentando fazer aquilo parar.

_Parem de discutir vocês duas!_ foi o que berrei para as duas vozes em minha cabeça.

Como um passe de mágica, tudo acabou, eu estava arfando e estatelada no chão. Aléthia Marie Vlakyk sustentava um sorriso diabólico, estava me sentindo um rato de laboratório presa em suas garras negras. Levantei-me, sendo dispensada por ela e saí da sala. Iria escapulir até a cozinha para comer algo, esforços físico e mental, me dão muita fome. À minha espera do lado de fora, estava meu lobo cinzento, Guus que me acompanhou até o meu destino. Gentil da parte dele dar as caras depois de semanas desaparecido.

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