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 Sala de Adivinhação

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Malévola
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MensagemAssunto: Sala de Adivinhação   Dom Set 04, 2016 8:31 pm


Sala de Adivinhação


Esta sala também se encontra em uma torre, na Torre Norte, mais especificamente, o acesso a ela, se da através de um alçapão, os alunos devem subir por uma escada em espirar, até um alto patamar, onde é possível ver o alçapão, é dele que desce uma escada de prateada, simples, que leva os alunos a sala de aula. Essa por si só é extremamente exótica. A sala lembra uma estranha mistura de salão de chá antigo e sótão, sendo repleta de mesinhas circulares, rodeadas por cadeiras forradas de chintz, alem de pufes estufados. A iluminação da sala, vem praticamente da lareira acesa, uma vez que as cortinas da janela estão sempre fechadas, e os abajures cobertos por tecidos decorativos. Alem disso existe um perfume enjoativo, sempre presente no ar.


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Maleus Malleficarum
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Cherry Thompson
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Afilhado da Fera

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MensagemAssunto: Re: Sala de Adivinhação   Dom Set 04, 2016 8:31 pm



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SPIRITS
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Acabou férias, passou as boas vindas, Baile de Inverno já se fora e lá estava eu, recém-nomeada Monitora-Chefe, e prestes a iniciar o quinto ano em Hogwarts. Primeira aula do dia: Adivinhação. Bem, acordei cedo pra me arrumar, tinha que ser exemplo, mas não só por isso, confesso que estava ansiosa. Saí de minha comunal, com uma rápida passada pelo Salão Principal para tomar café e não me atrasar logo no primeiro dia de aula. Havia visto as instruções do professor com uma certa antecedência, então sabia que ia precisar de algumas coisas a mais que a minha varinha e meus livros. O gentil professor Fairbrother havia entregado aos alunos o amuleto contra maus espíritos e havia solicitado que o levássemos e não nos separássemos dele em momento algum, sendo assim, coloquei o meu em volta do pulso, logo ao alcance de minha mão, caso ficasse nervosa e quisesse apertá-lo entre meus dedos. Estava me encaminhando para a Torre Norte, para a aula de Necromancia, quando senti um calafrio me percorrer a nuca, lidar com espíritos... bem... não era lá muito agradável, mas eles não lhe fazem mal, a não ser que sejam provocados ou algo do gênero, mas enfim, cheguei  à sala que estava no alçapão, naquele antigo salão de chá, cheio de pufes estofados e mesinhas com cadeiras de chintz. Escolhi me sentar à mesinha, pufe me deixava relaxada demais, e por conseqüência desconcentrada.

Assim que me sentei, arrumei a toalha que já estava levemente puída pelo tempo, alisando-a sobre a mesa, para colocar as velas que também tinham sido solicitadas. Desenhei um pentagrama com barbante e ajeitei-as num círculo, nas pontas do mesmo, e de forma simétrica, porque perfeccionista tem destas coisas, não pode ter um milímetro a mais ou a menos. Sei que perdi alguns bons minutos alinhando-as e retirando o barbante para iniciar o ritual, não era clarividente, nem médium, logo essa aula exigia um esforço redobrado de minha pessoa. Comecei a acender as velas, dando início ao ritual. Puxei o ar algumas vezes, criando coragem pra falar com os mortos, e de olhos fechados me concentrando, senti um ar gelado próximo à mim. Abri os olhos num ímpeto, me deparando com um vulto, de aspecto fantasmagórico, meio difuso, não muito nítido:

~Concentre-se!– a voz do vulto falhara levemente – T-te...nho... a....vi....so...

E então, ele se fora, o ar voltou a ficar quente, mas uma de minhas velas havia se apagado, precisava tentar de novo, logo, fechei meus olhos novamente, colocando mais concentração que antes, lembrando do que me fora falado há segundos atrás, havia um “aviso”. Seria pra mim? Claro que era! Senti o ar gelar à minha volta novamente, abri meus olhos devagar, minha visão estava turva devido ao esforço anterior de mantê-la fechada. Sabia que estava próximo, desta vez a voz estava mais clara:

~Senhorita...– a voz suave, de um rapaz com provavelmente pouco mais que 20 anos se fez ouvir – Preste atenção... Sabes que nós vemos tudo o que acontece e o que está por vir, não sabes?– era notório, um leve tom de preocupação.

~S-sim...– murmurei baixo, sentindo minha visão desembaçar um pouco, procurando o amuleto desesperadamente, porém tentando disfarçar – Q-quem é você?

~Não tenhas medo, senhorita. Sou apenas alguém que partiu cedo demais e agora tenta ajudar aqueles que como vós, buscam a nossa sabedoria.– pude ver a sombra de um sorriso perpassar seus lábios, me permitindo um sorriso fraco pra ele, fazendo um aceno positivo com a cabeça pra que assim ele pudesse continuar – Pois bem, moça dos olhos azuis. Devo alertar-lhe que há um perigo a sua espreita. Tal perigo tem lhe rondado desde seu nascimento e é necessário ter muita cautela, pois em qualquer deslize vosso ele irá consumi-la, ou ao menos tentar. Infelizmente, a nós, pobres almas que vagam errantes nada nos cabe a não ser informar em raras ocasiões como esta, não podemos impedi-lo de ocorrer.– agora ele parara, parecia inspirar o ar profundamente, mesmo não precisando disso, talvez fosse um hábito humano que não tivesse perdido, correu os olhos pelo aposento, levemente pensativo e voltou a me fitar com aqueles olhos que variavam entre o cinza e o prateado – Já ia me esquecendo... cuidado ao descer esta torre assim que sair da aula. T...T....Te...m...– pronto, a alma havia desaparecido, suspirei.

~Última tentativa, preciso fazer perguntas...– murmurei pra mim, buscando minha atenção que havia se esvaído, reparei que desta vez três velas haviam se apagado. Logo só me restava mais uma chance neste ritual, caso contrário teria que repeti-lo em outro dia, mas eu não queria isso, além de exigir uma concentração absurda, desgastava o físico demasiadamente. Aquele último espírito havia me causado uma leve dor de cabeça.

Ignorando a pontada na têmpora direita, direcionei meu olhar para a chama da última vela, me permiti mergulhar naquele brilho, e logo senti o ar esfriar a minha volta novamente, aquela brisa gélida já me era familiar, então sem desviar daquele tom alaranjado, ouvi uma voz de aspecto, também etéreo, exatamente como a anterior, porém agora feminina. O amuleto preso ao meu pulso esquerdo refletia levemente a chama, me lembrando porque estava ouvindo aquela voz.

~Olá. Pode me ajudar?

~Claro, senhorita. Que ajuda posso lhe oferecer?

~Bem... Você sabe o que aconteceu, o que acontece e o que está por vir, não é?– havia incerteza no meu tom, ou seria insegurança? Acho que... era assim que se começava uma conversa com uma alma, não? Levei minha mão direita ao pulso esquerdo, esfregando o amuleto por puro nervosismo, respirei fundo, franzindo o cenho , mas desta vez não enxerguei meu interlocutor, só sabia de sua presença pelo ar que permanecia frio e pela interjeição de concordância que ela emitira, o famoso “Uhum”, prossegui com minha tarefa – Sendo assim, o que aguarda a nós, reles mortais, num futuro próximo? Digo... O que sabe e o que PODE me dizer do destino vindouro?

~Confesso que não posso lhe dizer muito, talvez se utlizasse borras de chá ou cartas de tarot, poderia obter mais informações, mas nós... bem... O que sei é que este mundo que conheces tem dois caminhos para seguir e caberá aos grandes líderes tomar o rumo certo. Poderão eles mergulhar numa era de Trevas, ou trilhar um caminho ainda que frágil e tênue na luz. Digo-lhe ainda, senhorita que terás a opção de poder se juntar a tais grandes líderes. E... havia algo mais a lhe dizer... p...po...– a conexão estava falhando, sabia que não ia obter o resto, se fosse médium poderia ver toda a informação, mas não era.

Rabisquei um pergaminho com o que lembrava das informações dos espíritos ia precisar entregar ao professor, reparei que as cinco velas dispostas nas pontas do pentagrama haviam se apagado, deixei a cabeça pender pesadamente sobre a mesa, estava exausta, minha têmpora direita latejava, aquele perfume enjoativo não ajudava em nada o mal-estar, ainda assim, puxei o ar, me endireitei na cadeira e arrumei meu material, nem lembrei de retirar o amuleto, coloquei tudo na mochila, um pouco zonza e sai do alçapão. Fui descendo as escadas da torre, sem pensar, precisava de algo pra dor de cabeça e uma escapulida na cozinha pra pegar algo com chocolate e assim continuar as aulas do dia, puxei meu material para frente, a fim de encontrar o horário das aulas, mas não pude continuar, pois minha mochila voara pra longe, havia escorregado no último degrau da torre e como num flash ouvi de novo a voz daquele espírito, porém agora fora a minha memória trabalhando: “Cuidado ao descer desta torre...”, olhei no chão, alguém havia derrubado água ali e as pedras dos degraus estavam mais lisas que de costume. Bufei, levemente irritada, murmurei "Impervius!”, peguei minhas coisas e sai dali.

~Pronto, Cherry. Por que não ouviu o aviso? Ou melhor por que não se lembrou dele antes de acontecer? E parabéns pelo primeiro dia de aula. Começou muito bem, se continuar assim até o final do ano letivo vai parar na ala hospitalar.– falei pra mim mesma enquanto me encaminhava pra longe dali.
TKS CINDERELLA @ SA!
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